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23
Mar

Quadrilha que furtava em fazendas da região de Piracanjuba, Morrinhos e Goiatuba é presa pela Polícia Civil

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Uma quadrilha que praticava arrombamentos à propriedades rurais foi presa, na manhã de ontem (22.03), em uma operação da Polícia Civil (PC) de Piracanjuba, a 83 km da Capital. O sucesso da operação só foi possível graças à presença de um mesmo objeto nas cenas de dois diferentes crimes.
A Polícia Civil prendeu uma quadrilha suspeita de praticar arrombamentos e furtos à fazendas em Piracanjuba, Morrinhos e Goiatuba. Segundo o agente de polícia, José Alexandre Pires, da Delegacia de Piracanjuba, três arrombamentos e consequentes furtos à propriedades rurais são atribuídos à quadrilha. As três fazendas estão, segundo informações da Polícia Civil, localizadas na Região de Areias, próxima ao município de Piracanjuba.
Ainda de acordo com o agente, a quadrilha, com vasta experiência em crimes, era formada por dois homens e duas mulheres, Rogério Rodrigues Pereira, o “Pareja”, 30 anos, Josué de Melo Amorim, 47, Vanessa Valente da Silva, 24 anos, e Adriana da Silva Almeida, 25. Os acusados estão presos na Delegacia de Polícia da cidade e à disposição da Justiça. Eles serão indiciados por formação de quadrilha, receptação de mercadoria, corrupção de menores, furto e tráfico de drogas. “Pareja” e Josué já tinham passagens nas polícias de Hidrolândia e Piracanjuba por agressão e tentativa de homicídio, e tráfico de drogas, respectivamente. Eles estavam foragidos da Justiça, segundo informações da Polícia Civil .
Uma menor, de 13 anos, também foi encontrada em companhia do bando. Ela era supostamente utilizada para traficar drogas a mando do grupo, mas segundo depoimentos preliminares colhidos pela Polícia Civil, a adolescente não teve participação nos arrombamentos e furtos. Ela foi ouvida e depois liberada.
A advoga Sarah Rodrigues Pinheiro, 28 anos, que defendia “Pareja” da acusação de tentativa de homicídio de sua companheira, Vanessa Valente da Silva, também se encontrava presa no DP até o final da tarde de ontem. Ela foi autuada em flagrante e responderá pelo crime de receptação de mercadoria por ter aceitado um computador (fruto do roubo) como pagamento por honorários advocatícios. O crime de receptação é, no entanto, afiançável.

Faca personalizada

Segundo José Alexandre Pires, uma das vítimas da dupla de criminosos havia registrado um boletim de ocorrência (B.O.), no dia 23/02, e uma diligência foi então feita em sua propriedade rural. O fato possibilitou que a Polícia Civil chegasse até os autores do crime. “Fomos até a fazenda e fizemos um levantamento dos objetos furtados. Entre eles, havia uma faca especial para churrasco, personalizada a laser, com o nome do proprietário da fazenda”, comentou. Ainda de acordo com ele, esta faca seria a mesma encontrada em poder de Rogério Rodrigues, vulgo “Pareja”, quando ele foi preso em flagrante por agressão domiciliar e tentativa de homicídio de sua companheira. A partir daí, a PC montou o quebra-cabeça para chegar aos autores dos crimes e recuperar os objetos furtados.
Ainda de acordo com ele, em uma mega-operação deflagrada, na quinta-feira, 21, para combater o tráfico de drogas no presídio do município, Vanessa Valente da Silva, companheira de “Pareja”, havia sido presa em flagrante por tráfico de entorpecentes. Em seu poder, a polícia apreendeu 40g de maconha e 50g de craque. Com ela, também estavam outras duas mulheres e uma menor, mas a PC não revelou seus nomes. Ela teria confessado o crime de receptação de mercadorias extraídas das chácaras pelos dois arrombadores.
Na residência do casal, a polícia encontrou e apreendeu diversos objetos. As investigações levaram ainda a outra residência, e seus proprietários, Josué de Melo Amorim e Adriana da Silva Almeida, foram também autuados por receptação de mercadoria. Na residência do casal, a polícia apreendeu diversos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, além de jóias e certa quantia em dinheiro. O valor estimado das apreensões é de cerca de R$ 50 mil.
De acordo com o delegado titular do Delegacia de Piracanjuba, Rilmo Braga Cruz Júnior, o bando utilizava ferramentas para arrombar portas e janelas. Eles não utilizavam armas para intimidar as vítimas e preferiam entrar nas residências quando seus proprietários estavam ausentes. No último caso de furto e arrombamento, por exemplo, os dois criminosos haviam, antes, se apresentado e oferecido serviços de caseiro. O delegado acredita que eles usavam este artifício para vistoriar as residências e fazer um mapeamento dos objetos a serem subtraídos nas ações.

Visão romântica

Segundo o delegado, em 2013 já foram registradas três ocorrências de furtos em propriedades rurais na região. E as cabeças de gado deixaram de ser o único foco da atenção dos bandidos. Para ele, a ausência de contingente policial numeroso e de policiamento ostensivo nos municípios favorece a ação dos criminosos.
O delegado lembrou, ainda, que a visão romântica do goiano em relação à vida no campo pode oferecer riscos para sua segurança, de sua família e de sua propriedade. “No interior, também há crimes e não se está totalmente livre deles. As chácaras e fazendas estão cada vez mais próximas dos centros urbanos e isto favorece a ação de criminosos”, pontuou.

Fonte: Diário da Manhã

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